quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012




Gay é espancado e enterrado vivo

Um homossexual foi espancado e enterrado vivo à beira de uma estrada nas proximidades de Altamira, no oeste do Pará (a 900 km de Belém), mas conseguiu sobreviver. Ele está hospitalizado.

Para a Polícia Civil, trata-se de um caso de roubo com tentativa de homicídio. O movimento gay da região diz que o crime tem relação com homofobia - um dos agressores mantinha um relacionamento com a vítima.

Anízio Uchôa, 50, professor de uma escola municipal, foi amordaçado em sua casa e teve bens roubados. Em seguida, foi levado a uma estrada vicinal, onde foi espancado e enterrado em uma vala.

O caso ocorreu na madrugada de sexta-feira (10). De acordo com a polícia, o crime foi cometido por Jefferson Mello, 21, que mantinha um relacionamento com o professor, e por Thaisson de Souza, 23. Eles foram detidos no mesmo dia.

A assessoria de comunicação da Polícia Civil informou que ambos confessaram o crime. Em depoimento, porém, negaram a autoria intelectual do crime --cada um dos suspeitos atribuiu a responsabilidade ao outro. Nenhum dos dois constituiu advogado até a conclusão desta reportagem.

De acordo com a investigação, os suspeitos cobriram a vala onde jogaram o corpo de Uchôa com terra e folhas. Como a vala não era funda, Uchôa conseguiu escapar. Ele foi hospitalizado com ferimentos na cabeça e fraturas nos braços.

A Associação da Parada do Orgulho LGBT da Transamazônica e Xingu fará uma manifestação na próxima quinta-feira, em Altamira, em protesto contra o crime.

"O rosto dele está irreconhecível por causa das pauladas", disse Humberto Lexter, presidente da entidade. Ele afirma que o crime foi motivado por homofobia.
Segundo Roryhone Sousa, assessor jurídico da entidade, Mello não queria que ninguém soubesse do relacionamento com Uchôa.

"Eles praticaram o crime movidos por um preconceito de que, por ser homossexual, ele [Uchôa] era mais frágil. Não foi apenas um roubo, mas sim um crime que teve origem no fato de a vítima ser homossexual", afirmou Sousa.

Imagens: Voz da Barra
Texto: Folha.Com

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Rapinhas /

Justiça seja feita
TJ-RJ condena casa de shows a pagar R$ 15 mil a cliente por homofobia.
RIO DE JANEIRO - A 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) condenou a casa de shows Riosampa, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, a indenizar em R$ 15 mil um frequentador que denunciou a casa por atitudes homofóbicas. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (27) pela assessoria do TJ-RJ.
A ação foi impetrada em 2006. Segundo o TJ, o autor da ação, homossexual, estava na casa de shows com três amigos e, numa brincadeira com um cubo de gelo, acabou beijando um deles. Por este motivo, segundo o TJ, eles foram abordados por seguranças da casa de forma agressiva, com xingamentos, ameaças e foram expulsos do local, pois, ainda de acordo com o TJ, os agressores disseram que "ali não era local GLS".
O assessor de imprensa da Riosampa, Alberto Aquino, disse que a direção da casa vai cumprir a decisão judicial. Ainda segundo Aquino, o que aconteceu foi um fato isolado causado por um integrante da antiga equipe de segurança e que é totalmente contrário à filosofia da casa, que é frenquentada por membros do movimento GLS.
Já há algum tempo a casa vem orientando tanto os seguranças como os funcionários a receber e a tratar o público GLS sem qualquer discriminação, disse Alberto Aquino.

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Sou da paz!
Jovem gay relata sua dificuldade para entrar na tribo dos skinheads, e luta contra a homofobia nas ruas de São Paulo.

Danilo, 29 anos, defende a luta contra a homofobia nas ruas de São Paulo.Danilo, 29 anos, defende a luta contra a homofobia nas ruas de São Paulo.
                            
Aos 16 anos, Danil
o se interessou pela cultura skinhead, de suspensórios, coturnos, tatuagens e cabeças raspadas. Entrar nessa tribo teria sido fácil, não fosse por um detalhe: ele é gay.
Eu pensava: não dá para eu falar que sou skinhead porque os caras não gostam de gay, diz.
Naquela época, alguns carecas já ocupavam as páginas policiais dos jornais, com seus ataques a negros.
Mas esses fascistas são minoria, assegura, apesar de ser alvo deles. Ele diz que a tribo cultural surgiu na Jamaica, nos anos 60, e se disseminou com imigrantes que foram trabalhar como operários na Inglaterra, no mesmo período em que o movimento punk também surgia nos subúrbios britânicos.
Ao explicar por que resolveu entrar para esse grupo, diz simplesmente: Skinhead é um cara que gosta de ouvir ska, tomar cerveja e jogar futebol com os amigos.
Hoje, aos 29 anos, ele articula uma das vertentes que ajudou a criar, há dois anos: a Ação Antifascista, que reúne 136 pessoas na rede social Facebook.
O grupo também tem duas lésbicas skinheads, seis punks bissexuais e dois que se definem como assexuados. O restante é heterossexual, mas defende a luta contra a homofobia.
Somos contra qualquer tipo de preconceito e lutamos pelas liberdades.
Eles costumam se reunir em botecos, semanalmente, mas agora terão uma sede própria, com direito a eventos para tentar desmistificar a ideia de que todo skinhead e punk é brutamontes.
Desde que foi criado, o grupo já participou de uma marcha contra a homofobia que ocorreu no fim do ano passado (depois que garotos atacaram homossexuais com lâmpadas fluorescentes na avenida Paulista), de marchas contra o aumento do preço do ônibus, a favor da legalização da maconha e, mais recentemente, esteve na Parada Gay.
Pela primeira vez, eles participaram do evento em grupo, empunhando uma faixa que dizia que punks e skinheads estavam juntos (o que já é raro) contra a homofobia. O ato foi surpreendente para muita gente, que chegou a aplaudir o grupo durante o desfile.
Até policiais se surpreenderam: os membros da Ação Antifascista chegaram a ser enquadrados minutos antes de começar a Parada e foram detidos quando se reuniam para organizar a participação, na quinta-feira anterior.
Em maio, na marcha da maconha que terminou em confronto com a polícia, Danilo quebrou um braço ao tentar fugir de uma bomba de efeito moral. Ficou uma semana internado e, três dias depois de sair do hospital, foi atacado por uma gangue neonazista chamada Front 88.
Hoje ele evita a Galeria do Rock, a rua Augusta, a Paulista e a Liberdade, onde essas gangues se reúnem, por ser alvo fácil: É como se eu andasse com uma setinha: aqui, anarquista, skinhead e homossexual, bata nele.

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Quem são eles?
Campanha na internet convoca heterossexuais a darem depoimentos sobre seus amigos gays.

SÃO PAULO - O GPH - Grupo de Pais e Homossexuais acaba de lançar, com o apoio dos jovens do Projeto Purpurina, uma campanha entitulada Quem são eles?, que vai usar a opinião dos heterossexuais sobre os LGBT como forma de combater a homofobia. A iniciativa é totalmente democrática e pessoas de todo o Brasil podem participar.
A professora e fundadora do GPH, Edith Modesto (foto), explica que o projeto, cujo logotipo foi criado pelo designer Samuca, surgiu após um dos integrantes do grupo ser espancado na saída de uma boate simplesmente por ser homossexual. Esse fato, somado aos atos homofóbicos que têm se dado ultimamente, me fez pensar em uma campanha que ajudasse as pessoas a ver que ser homossexual é uma condição natural e espontânea do ser humano, como ser heterossexual, e nenhum dos tipos de orientação sexual implica em tipo de caráter, bom ou ruim, explica Modesto.
Criminalização da homofobia
Os casos recentes envolvendo homossexuais chamaram a atenção da mídia, e mostraram a necessidade de aprovação de uma lei que criminalize a homofobia no Brasil.
Na opinião de Edith Modesto, o "Estado tem de proteger as minorias discriminadas por pessoas que não só não as respeitam como as atacam covardemente". "O número de assassinatos de homossexuais no Brasil é inacreditável", lamenta a fundadora do GPH. De acordo com relatório divulgado em abril pelo GGB (Grupo Gay da Bahia), 260 homossexuais foram mortos em 2010 (contra 198 em 2009).
Contudo, acredita Modesto, a mídia, principalmente a televisão, tem cumprido com o seu papel de informar e conscientizar para o problema da discriminação contra LGBT. As novelas têm espelhado muito bem as mudanças sociais que estão acontecendo, divulgando-as, conclui.
A campanha Quem são eles? está recebendo depoimentos de amigos de homossexuais, destacando suas qualidades e provando, desse modo, que ser LGBT não é melhor nem pior do que ser heterossexual - é apenas diferente. Para participar é só mandar um depoimento sobre seu amigo LGBT para o e-mail projetoquemsaoeles@gmail.com
O site da iniciativa, o quemsaoeles.tumblr, já está cheio de depoimentos. Lembrando que é preciso colocar seu nome e o tipo de relação que você mantém com essa pessoa homossexual.
 

.. Tai aconteceu ...

Lady Gaga se emociona e chora em programa de televisão

Lady Gaga não conteve a emoção durante sua participação como jurada no programa de dança "So You Think You Can Dance", exibido pela Fox.

A cantora caiu no choro com a apresentação de Marko. "Eu estou tão orgulhosa de você. Você realmente ama dançar. Fiz tantas coisas erradas quando eu era mais nova e tantas coisas que eu gostaria de voltar atrás, e eu senti cada um desses momentos durante a sua dança esta noite", elogiou.

Mas foi outra performance que conquistou a aprovação total da artista. O número apresentado por Sasha e Melanie foi o preferido da noite e fez Gaga jogar seu sapato no palco. "Na comunidade da dança, quando fazem um ótimo trabalho, você joga seu sapato no palco. Todo mundo pode juntar suas coisas e ir para casa, por que esta foi a melhor performance de hoje", explicou.

Assista aos dois momentos que emocionaram Lady Gaga:






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Produtor divulga versão inédita de música de Amy Winehouse

O produtor Salaam Remi, que trabalhou com Amy Winehouse no disco "Back to Black", divulgou em seu Twitter uma versão inédita da faixa "Roun' Midnite".

A música é uma interpretação diferente de Amy para a canção presente na edição deluxe do disco "Frank", de 2008.

Amy Winehouse morreu no último sábado, dia 23 de julho, aos 27 anos. A causa de sua morte ainda não foi divulgada.
Ouça abaixo a nova versão de "Roun' Midnite":

 
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Família e amigos dão adeus à Amy Winehouse durante funeral em Londres

 
Os amigos e familiares de Amy Winehouse puderam dar seu último adeus à cantora durante o funeral no cemitério Edgwarebury, nesta terça-feira (26).

A cerimônia recebeu cerca de 300 pessoas, dentre elas o produtor Mark Ronson e a cantora Kelly Osbourne. Segundo o porta-voz da família, o pai de Amy, Mitch Winehouse, contou histórias de infância da artista britânica e se despediu dizendo "boa noite, meu anjo, durma bem. Mamãe e papai te amam muito".


Após o funeral, o corpo seguiu para o crematório de Golders Green. De acordo com publicações londrinas, a família da cantora decidiu seguir preceitos da tradição judaica, uma vez que Mitch e Janis Winehouse são de famílias judias.


O tabloide "Metro" revelou que o ex-marido da artista, Blake Fielder-Civil, foi banido da cerimônia e também ficou de fora do testamento de 10 milhões de libras. Atualmente, Blake cumpre uma pena de 32 meses por roubo.
 
R.I.P AMY WINEHOUSE Mesmo que o Tempo passe Nao Te esquecerei (Hubbs) 
 
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Festa e protesto
Nova York recebeu recorde de pedidos de casamentos gays no 1º dia em que a lei vigora no Estado.

por Redação MundoMais

Nova York começou a celebrar na manhã deste domingo (24) os primeiros casamentos entre gays da sua história, marcado pelo recorde de bodas realizadas na cidade, no primeiro dia em vigor da lei estadual que reconhece o casamento de casais do mesmo sexo.
"Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um.., Aceito!", gritaram entusiasmados os casais quando foram abertas as cercas de metal colocadas na porta de um cartório de registro civil, por volta das 8h30, horário local, no número 141 da rua Worth, no sul de Manhattan.
Por causa do excesso de pedidos, a prefeitura anunciou na terça um sorteio para designar o matrimônio de 764 casais, um recorde para a cidade.
As ativistas dos direitos dos homossexuais, Kitty Lambert e Cheryle Rudd foram as primeiras a se casar legalmente, em cerimônia realizada logo após 0h na madrugada deste domingo (24).
Na fila era possível ver muitas sombrinhas coloridas para suportar o sol e o calor que afetam a cidade nos últimos dias. Muitos casais vestiam roupas elegantes enquanto outros optaram por roupas mais chamativas.
Do outro lado da rua, na esquina do cartório de Manhatam, uma dezena de pessoas contrárias ao casamento entre homossexuais vaiavam.
Recorde
O estado de Nova York tornou-se, no dia 24 de junho passado, o sexto estado americano, e de longe o maior, a autorizar o casamento entre gays. Nova York, a cidade mais populosa dos Estados Unidos, conta com mais de 8 milhões de moradores.
Ao todo, a prefeitura de Nova York - a cidade mais povoada do país, com 8 milhões de habitantes - esperava neste domingo um recorde de 823 casamentos, na maioria entre homossexuais. Até hoje, o maior número de casamentos em um só dia era de 621, no dia 14 de fevereiro de 2003.
O prefeito Michael Bloomberg e a presidente do Conselho Municipal, Christine Quinn - uma homossexual militante-, tinham anunciado no começo de julho que a cidade faria um esforço excepcional e abriria os serviços municipais neste domingo para enfrentar o fluxo esperado.
Os casamentos foram realizados nos cinco distritos da cidade: Manhattan, Bronx, Staten Island, Queens e Brooklyn.
O próprio Bloomberg tinha previsto oficiar no fim do dia o casamento de dois de seus colaboradores homossexuais em Gracie Mansion, a residência oficial dos prefeitos de Nova York, uma mansão do século XVIII localizada num parque no Upper East Side.
Phyllis Siegel (esq.) exibe o certificado de casamento com Connie Kopelov, neste domingo (24).Phyllis Siegel (esq.) exibe o certificado de casamento com Connie Kopelov, neste domingo (24).
Margie J. Phelps protesta em frente a cartório de Manhattan contra casamentos de pessoas do mesmo sexo, com cartazes com mensagens como: Margie J. Phelps protesta em frente a cartório de Manhattan contra casamentos de pessoas do mesmo sexo, com cartazes com mensagens como: "Deus odeia casamento gay"
 
 
 





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